A transformação nas empresas

Publicado em 12/10/2016

O preconceito é um problema real e que deve ser discutido cada vez mais afinal ele está em todos os lugares, até mesmo nas organizações.

 A transformação nas empresas
Foto: Divulgação Susanne Andrade

O preconceito é um problema real e que deve ser discutido cada vez mais afinal ele está em todos os lugares, até mesmo nas organizações. Eu me refiro à valorização das cascas das pessoas, que escondem os valores, do foco no ego, no que é dito como certo ou errado, do que é considerado normal ou anormal.
O Ken O´Donnel criou uma teoria que faz uma analogia do ser humano com o coco, afirmando que o ego das pessoas está na casca, onde se encontram as diferenças. Quando buscamos ir além dessa capa, encontramos a carne branca, que corresponde aos valores humanos, ao que há de mais genuíno nas pessoas. Ele afirma que essa parte, mais do que especial, é igual em todos os seres humanos, de onde gera aproximação e acolhimento, pois é comum.

Você já se sentiu discriminado de alguma forma? Você já se percebeu discriminando alguém? Quando isso acontece é porque o seu olhar ou o do outro está na casca, no que há de mais superficial e diferente entre as pessoas.

Ao buscarmos ir além, aprofundando o nosso encontro com o que há de melhor em nós, começamos a ver o que há de melhor no outro e compartilhamos o comum. Daí surge o respeito, a confiança e aceitação das diferenças, que também faz parte e precisa existir, para a vida ter mais brilho. Quando fazemos isso no ambiente corporativo estamos contribuindo para a verdadeira transformação nas empresas.

Nesse contexto é essencial falarmos sobre transexuais, que merecem mais espaços nas organizações. Um exemplo de que a oportunidade pode fazer a diferença é a belíssima Lea T que já vem levantando a bandeira dos direitos dos transexuais e do respeito à diversidade de gênero, orientação sexual e raça. Mesmo sem o destaque merecido da mídia, ela honrou o nosso país ao participar da cerimônia de abertura das Olimpíadas desse ano, no Maracanã. Ela veio à frente da delegação brasileira pedalando a bicicleta com o nome do Brasil.

Vamos honrar também o nosso país, vamos honrar o respeito, exercitando a empatia com o ser humano, independente de sua casca e da nossa, mas enxergando o valor de cada um. As empresas que derem esse salto estarão abrindo alas para a delegação de seu time, estarão inspirando o respeito entre seus colaboradores.

Uma organização responsável é aquela que promove a diversidade humana e a inclui como responsabilidade social, pois a empresa é feita de pessoas. As empresas que se engajarem nesse assunto estarão colaborando para um futuro melhor no Brasil, onde o trabalho é um direito garantido por  todos os cidadãos.

Cada um de nós pode contribuir com essa questão, de forma muito simples, nos fazendo uma pergunta: “Se eu fosse transexual como eu gostaria de ser tratado ao buscar um trabalho digno?”. Faça com o outro aquilo que você gostaria que fizessem com você!

Atitudes nobres de cada um enriquece uma nação e ajuda na transformação das empresas, na transformação da VIDA!

Abraços afetuosos,

Susanne Andrade

Susanne Andrade é Escritora, Coach e Palestrante. Sócia-diretora da Andrade & Barros Consultoria. É voluntária no Grathi. Leciona disciplinas sobre comportamento humano e coaching em diversos MBAs da FIAP. Facilita grupo de estudo na ABRH-SP sobre “Como humanizar a liderança”. Escreve sobre vida e carreira no seu blog – susanneandrade.com.br, e posta vídeos com esses temas no “Canal Humanizar” do youtube. É autora do best-seller “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”. Contato:susanne@andradebarros.com.br

Fonte: Catho


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