Abelhas do Havaí entram para a lista de espécies em extinção

Publicado em 14/10/2016

Essa situação não é recente e é muito grave

Abelhas do Havaí entram para a lista de espécies em extinção
Foto: Divulgação James de Mers/Pixabay
Com certeza, você já ouviu falar (ou já leu) que as abelhas estão desaparecendo em alguns pontos do planeta. Isso não é recente e é gravíssimo porque delas depende a biodiversidade mundial e, portanto, nossa sobrevivência: pelo menos 2/3 dos alimentos que consumimos vem direta ou indiretamente de vegetais que dependem da polinização das abelhas para se reproduzir.
 
Falamos sobre o declínio da população de abelhas selvagens na Inglaterra (de 1994 a 2011) por causa do uso de pesticidas, por exemplo. E, na semana passada (30/09), o U.S. Fish and Wildlife Service (agência do governo americano equivalente ao Ibama) anunciou que sete espécies de abelhas da família Hylaeus correm o risco de se extinguir e precisam de proteção especial. Hylaeus anthracinus, longiceps, assimulans, facilis, hilaris, kuakea e mana são abelhas de cara amarela como a da foto acima, muito parecidas com as brasileiras.
 
Oriundas do Havaí, elas têm perdido seu habitat por causa da introdução de espécies invasoras (de plantas e animais como as abelhas da Índia, que competem com as americanas pelas mesmas flores e formigas que não são comuns nesse país e comem as larvas das abelhas), à urbanização acelerada da ilha (promove o turismo devastador que afeta os insetos e intensifica a poluição) e também das mudanças climáticas, mas já foram muito abundantes na região.
 
Mas ainda não é o fim do mundo. Na verdade, colocá-las na lista de espécies em risco de extinção é uma maneira de chamar a atenção de todos para o problema e tentar preservá-las. Tomara que a estratégia dê certo!
 
Fonte: Conexão Planate por Monica Nunes
 
Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

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