Políticas Públicas no Brasil são insuficientes para o uso de veículos elétricos

Publicado em 15/09/2016

Com a troca de governo, empresários apostam em projetos à procura de legislação sustentável.

Políticas Públicas no Brasil são insuficientes para o uso de veículos elétricos
Foto: Divulgação

No período 2015-2016 a crise econômica impactou também o mercado de veículos elétricos. Hoje, empresários do setor apresentam múltiplas iniciativas enquanto aguardam as mudanças de governo locais para estabelecer alianças de regulação e compra de incentivo ao transporte limpo.

No começo de setembro especialistas da área se reuniram para apresentar panoramas e planos de ação para os próximos meses. No contexto do12° Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos que contou com mais de 40 expositores eles mostraram ao público as vantagens destes veículos como modelo de negócios.

Para os empresários o principal desafio hoje é a falta de preparo do Governo para entender como e quando colaborar. Cido Biderman, ex-chefe de gabinete da SP Trans, afirma que o erro é considerar que a solução sustentável para as grandes cidades está no metrô. “Cometemos sempre os mesmos erros, com o ônibus elétrico o metro é totalmente dispensável. A tecnologia é a oportunidade de baixar o preço do capital e comprar serviços”, comenta.

Outro ponto de debate foi a “viabilidade econômica” do transporte atual e o impacto social deste. Diariamente milhares de pessoas são prejudicadas por falta de transporte de qualidade e gastam muito tempo em deslocamento. Politicas municipais tentam investir na diversificação de moradias no centro da cidade enquanto o setor privado aponta que a política de transporte sustentável é deixada de lado.

Biderman manifesta que é necessário valorizar estas iniciativas e criar uma nova política de regulação para aplicativos. “O governo está engatinhando em relação ao mercado de aplicativos. Não podemos nem proibir nem liberar completamente”. O especialista enxerga nas novas tecnologias a oportunidade de fazer uma transição do mercado de veículos híbridos para veículos elétricos.

Para Ricardo Guggisberg, presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, o desafio será o entendimento do Poder Público sobre o subsídio gerado pelo transporte elétrico de qualidade, sem provocar custos adicionais para o usuário e mantendo as gratuidades existentes. “Estamos com expectativa pelo novo governo. A gestão anterior participou de algumas iniciativas, escutou os empresários, mas ainda falta muito por fazer e esperamos o cenário mude”, defende. Guggisberg acredita que tudo precisa caminhar junto: infraestrutura, veículos sustentáveis, impostos, incentivos fiscais e retorno para os empresários do setor.

Lançamento do Projeto Mobilidade Urbana Verde

Lançamento do Projeto Mobilidade Urbana Verde

Mobilidade Urbana Verde

No 1° de setembro, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico lançou o projeto de Zonas de Mobilidade Urbana Verde (MUV). A iniciativa vai promover a criação de núcleos urbanos onde circularão veículos de baixa emissão ou emissão nula de carbono.

O projeto incentivara o desenvolvimento do veículo elétrico no Brasil e o integrará com a população brasileira. Este será aplicado em cidades com mais de 500 mil habitantes viabilizando eletro postos e estimulando o veículo compartilhado (táxis elétricos, Uber).

Cada local terá medidores de emissões para comparar o impacto com outras áreas. O projeto já existe em outros países e será adaptado pela ABVE no Brasil tendo como município pioneiro Campinas, no interior de São Paulo. Atualmente são 220 cidades em 14 paísesque contam com a iniciativa entre estas: Londres, Barcelona, Berlim, Munique, Paris e Santiago.

Novidades do mercado

Durante o 12° Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos, mais de 40 expositores apresentaram ao público as novidades do mercado em transporte elétrico.

A Eletra trouxe um ônibus 100 % elétrico. O veículo conta com bateria de autonomia de 70 km que pode se recarregar nos terminais ou na garagem. A bateria tem uma duração de 8 anos.

Em São Paulo o primeiro ônibus elétrico da empresa operou no corredor Terminal Diadema – Morumbi por seis meses. O veículo de 18 metros tem capacidade para cerca de 80 pessoas e um sistema de acessibilidade para gravidas, deficientes e idosos.

onibuseletricoNo setor de automóveis a Toyota colocou no mercado seu novo modelo híbrido Prius equipado com tecnologia de propulsão que mistura de forma eficiente o uso de combustível e de energia elétrica. O veículo conta com apoio da Prefeitura de São Paulo que abriu mão de 100% do IPVA que na prática garante 50% de desconto aos proprietários de veículos híbridos. O preço para o mercado é de 123.950 reais.

Com o boom das bicicletas a Vela Bike apresentou a bicicleta elétrica. Com bateria de lítio incorporada e um motor elétrico de 350 watts esta tem uma capacidade de 25 km/h. A bateria tem uma autonomia de 40 km e um tempo de recarga de 2 horas.

O modelo oferece também entrada USB, alarme de proteção e faróis ligados a bateria principal. A velocidade está adaptada aos padrões permitidos pela legislação.

Para o criador Victor Hugo Cruz, a iniciativa quer democratizar o uso da bicicleta como meio de transporte “ Queremos que independentemente da pessoa estar indo para o trabalho ou a roupa que esteja usando ela possa deixar de lado o carro e usar a bicicleta” comenta. O valor de 5290 reais é parcelado sem juros.

Fonte: Envolverde por Katherine Rivas


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